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A operadora de satélites Eutelsat mostrou a radiodifusores, operadoras e Anatel a viabilidade de usar uma infraestrutura híbrida de TV para acelerar o desligamento da TV analógica no país. A infraestrutura híbrida mescla áreas cobertas por redes terrestres, e outras áreas cobertas por satélite. De acordo com a companhia, o Brasil poderia antecipar o cronograma de desligamento em até três anos com a arquitetura. A estimativa atual é que o switch-off termine apenas em 2023.

“Se o sistema fosse aplicado no Brasil, conseguiríamos reduzir o prazo provavelmente em dois ou três anos”, estima Christoph Limmer, vice-presidente global de vendas e desenvolvimento comercial em vídeo da Eutelsat. Segundo ele, a tecnologia para fazer um switch-off acelerado, usando-se a infraestrutura satelital no país, existe.

O desafio recairia sobre as políticas públicas para preparar a população. “O problema seria a gestão de set-top box. O consumidor tem que acesso ao hardware. Comprando-se o set-top box, a transmissão digital por satélite já começa amanhã”, falou, em encontro com jornalistas nesta terça-feira, 17, em São Paulo.

Limmer acrescenta que, devido à topografia da região, nenhum país da América Latina será capaz de arcar com o desligamento da TV analógica sem a ajuda que vem do espaço. “ A questão será em que momento vão lançar mão do satélite. Será quando 60% da migração estiver concluída? Com 70%? O satélite hoje tem outras vantagens. Nossa cobertura cobre o Brasil especificamente, sem risco sintonia do conteúdo em outros países, uma segurança para a gestão de direitos autorais”, diz.

Rodrigo Campos, presidente da Eutelsat no Brasil, diz que ainda não é tarde para uma revisão do projeto que incorpore o uso do satélite. Ressalta, ainda, que preço já deixou há muito de ser problema. “O estigma de o satélite ser caro existe, especialmente quando se pensa em cobrir com banda larga a Avenida Paulista, onde há muitas alternativas. Mas para a cobertura televisiva, em que uma transmissão atinge milhões de pessoas ao mesmo tempo, o satélite é muito barato”, compara.